Profanações efêmeras no altar do poder estadunidense

*Paola Lins de Oliveira*

A mais recente onda de protestos contra monumentos, que se disseminou em 2020 e tomou muitas cidades mundo afora, está afetando a maneira como encaramos essas massas sólidas implantadas em calçadas, praças, avenidas e encruzilhadas. Desde a morte de George Floyd, nos Estados Unidos, e a derrubada da estátua do escravagista Edward Colston, na Inglaterra, naquele ano, testemunhamos uma série de atentados, decapitações, sequestros e derrubadas de monumentos que, mesmo não constituindo exatamente novidade,[1] retiraram boa parte desses objetos públicos da invisibilidade que lhes é característica, como sentenciou Alois Riegl (2016) há mais de cem anos. E colocaram os monumentos no centro de um debate público sobre como celebrar representantes ilustres de um povo e sua memória nos espaços comuns da cidade.

Um dos traços sobressalentes dessa onda de ataques do início da década de 20 é a sua natureza cáustica, destruitiva, demolidora. O objetivo é a implosão, seja física ou simbólica, do que as imagens representam. Contra a sacralização do gesto de erguer e manter uma homenagem pública a uma personagem ou evento histórico contestado, emergia o ato iconoclasta de deposição ou ao menos de transformação dos seus sentidos.

O ataque a monumentos, símbolos, imagens, coisas dotadas de um sentido coletivo nos lembra o quanto os apreciamos, o quanto eles nos fazem sentir parte de uma comunidade. Símbolos sagrados da nação, principalmente os monumentos e bandeiras, quando profanados, atualizam o gesto de desfiguração que Michael Taussig (1999) descreveu como capaz de despertar a força sagrada irreligiosa que habita o mundo público. Quando são desfiguradas, essas materialidades deixam de ser coisas e ganham vida: tornam-se extensões sensíveis do que antes apenas representavam.

Atualmente, porém, há sinais de que algo está diferente. A natureza das intervenções críticas está em transformação. A aposta na destruição ou desfiguração de monumentos pré-existentes passa a competir com a realização de materialidades originais articulada a um sistema de ações clandestinas e eficazes no sentido de gerar repercussão.

Capitaneando esse movimento, em termos de visibilidade, está o trabalho do coletivo The Secret Handshake (O Aperto de Mão Secreto, em uma tradução livre). Completando em junho de 2026 um ano de atuação, The Secret Handshake (TSH) realizou ao menos seis intervenções, todas na região do National Mall, na capital estadunidense, Washington D.C. A região agrega diferentes estruturas públicas, em sua maioria, vinculadas ao poder político ou à celebração da sua memória, como os Jardins da Constituição, o Lincoln Memorial e o Capitólio, sede do poder legislativo. Embora a Casa Branca, sede do poder executivo, não faça parte do National Mall, situa-se anexa à região. Trata-se portanto geograficamente do epicentro do poder estadunidense.

Instalada em junho de 2025, a primeira obra cuja autoria foi reconhecida publicamente pelo grupo se chama “Dictator Approved” (cuja tradução livre poderia ser “Aprovado por Ditador”) e consiste em uma escultura de aproximadamente dois metros e meio de altura, de uma mão fechada com o polegar para cima esmagando a coroa da Estátua da Liberdade, rachada pela aparente força do “joinha”. Na base, placas contêm frases de políticos saudando Trump. Do presidente russo Vladimir Putin, “Presidente Trump é um homem muito inteligente e talentoso”. Do ex Primeiro-Ministro húngaro, Viktor Orbán, “A pessoa mais respeitada, mais temida é Donald Trump”. Finalmente, de Jair Messias Bolsonaro, “Temos muitos valores em comum. Admiro o presidente Trump”. Embora Bolsonaro não possa ser considerado tecnicamente um ditador, o título não lhe escapa por falta de tentativa.[2]

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Dictator Approved, The Secret Handshake, 2025
(Fonte: https://www.diariodocentrodomundo.com.br/a-frase-de-bolsonaro-escrita-na-escultura-que-chama-tru mp-de-ditador/ consultado em 18/05/26)

Menos de dez dias depois, em 26 de junho, TSH instalou, mais uma vez de frente para o Capitólio, uma TV em tamanho real ornamentada com heras e uma águia de asas abertas pintados de dourado, em um estilo que um canal de notícias sobre arte descreveu como semelhante a “um anúncio rejeitado da Versace”.[3] Na tela, um vídeo de 15 segundos em looping mostrava Donald Trump dançando em câmera lenta,[4] em diferentes situações, incluindo uma festa com Jeffrey Epstein, condenado por estupro e tráfico sexual de menores. No pedestal da TV, uma placa dizia: “Nos Estados Unidos da América, você tem a liberdade de exibir sua chamada ‘arte’, por mais feia que seja. — Casa Branca de Trump, junho de 2025”. A frase foi retirada de uma declaração da Casa Branca a respeito da primeira instalação do grupo, “Dictator Approved”.

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Sem título, The Secret Handshake, 2025
(Fonte: https://www.youtube.com/watch?v=lVtYa1h3eCs Consultado em 18/05/26)

No final de setembro, é a vez de “Best Friends Forever” (Melhores amigos para sempre) surgir no mesmo local. O monumento de aproximadamente três metros e meio de altura por dois e meio de largura consistia em duas esculturas de bronze falso, de Trump e Epstein, lado a lado, de mãos dadas, sorrindo um para o outro, sugerindo o movimento de uma brincadeira infantil. Cada um possuía uma placa em seu próprio púlpito com mensagens que teriam trocado. Na de Trump, lê-se, entre outras passagens: “Enigmas não envelhecem, você já notou isso? Um companheiro é algo maravilhoso”. Entre as duas esculturas, um púlpito menor trazia uma placa com a imagem de duas mãos formando um coração e as seguintes mensagens: “Em homenagem ao mês da amizade. Nós celebramos o laço duradouro entre o Presidente Donald J. Trump e ‘seu amigo mais próximo’ Jeffrey Epstein” e “voz em off[5]: deve haver algo mais na vida do que ter tudo”.

O TSH possuía uma autorização do Departamento de Parques para a permanencia de “Best Friends Forever” no local por 5 dias, mas em menos de 24 horas a Polícia de Parques retirou a instalação. A obra foi direcionada para um depósito na região, danificada.

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Best Friends Forever, The Secret Handshake, 2025
(Fonte: https://www.artforum.com/news/statue-trump-epstein-holding-hands-removed-dc-national-mall-12347 36103/ Consultado em 18/05/26.)

Menos de uma semana depois, ela foi reinstalada no mesmo local, com um novo título: “Why can’t we be friends?” (Por que não podemos ser amigos?). Parte da nota divulgada por um representante do grupo diz o seguinte: “Assim como um general confederado derrubado que foi forçado a retornar a uma praça pública, a estátua de Donald Trump e Jeffrey Epstein ressurgiu dos escombros para erguer-se gloriosamente no National Mall mais uma vez”.[6] Ela permaneceu no local por três dias até o fim da vigência da licença.[7]

O ano de 2026 mal começa e o grupo de artivistas se envolve no planejamento de mais uma ação. A efeméride do aniversário de Jeffrey Epstein, no dia 20 de janeiro, é o disparador. O grupo instala uma réplica de três metros de altura do cartão de aniversário que Trump teria enviado para Epstein por ocasião do seu aniversário de 50 anos, segundo a documentação levantada nos chamados “Arquivos Epstein”.[8] De um lado, lê-se “Feliz aniversário para um ‘cara incrível!’”. No outro, há o esboço de uma mulher nua e um trecho do diálogo entre ambos gravado no pedestal de “Melhores amigos para sempre”, concluindo com a frase: “Feliz aniversário — e que cada dia seja mais um segredo maravilhoso.” Uma placa anexa incentivava os passantes a assinarem o cartão com uma mensagem para o governo Trump.

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Sem título, The Secret Handshake, 2026
(Fonte: https://edition.cnn.com/2026/01/19/politics/trump-epstein-birthday-message-national-mall Consultado em 18/05/26)

Em março de 2026, TSH realizou duas intervenções. No dia 10, instalaram mais uma vez em frente ao Capitólio uma estátua de Trump e Epstein mimetizando a cena icônica do filme Titanic, de 1997, protagonizada pelos personagens Jack (Leonardo DiCaprio) e Rose (Kate Winslet), de braços abertos na proa do navio. Com aproximadamente três metros e meio de altura e um metro de largura, o conjunto contém a escultura em dourado posicionada em um púlpito em formato de navio. Nele há uma placa na qual se lê: “A trágica história de amor entre Jack e Rose foi construída em torno de viagens luxuosas, festas animadas e desenhos secretos de corpos nus. Este monumento homenageia o vínculo entre Donald Trump e Jeffrey Epstein, uma amizade aparentemente construída em torno de viagens luxuosas, festas animadas e desenhos secretos de corpos nus.”.

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(Fonte: https://en.wikipedia.org/wiki/King_of_the_World_%28sculpture%29#/media/File:The_King_of_the_Wo rld.jpg consultado em 18/05/26)

Vinte dias depois, é a vez de “A Throne Fit for a King” (Um trono digno de um rei), uma estrutura de aproximadamente três metros de altura por um e vinte de largura mimetizando mármore com uma privada dourada no centro. Em suas laterais, placas trazem a seguinte mensagem: “Em uma época de divisão sem precedentes, conflitos crescentes e turbulência econômica, o presidente Trump concentrou-se no que realmente importava: reformar o banheiro de Lincoln. Essa, sua maior conquista, é um lembrete ousado de que o presidente não é apenas um empresário, mas está cuidando dos negócios. É uma homenagem a um visionário inabalável que olhou para baixo, viu um problema e o pintou de dourado”.[9] A obra foi instalada em frente ao Lincoln Memorial, e faz uma referência explícita ao conjunto de reformas estimadas em 400 milhões de dólares que o presidente estadunidense tem feito nos anexos da Casa Branca, incluindo a renovação do banheiro do quarto Abraham Lincoln.[10]

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A throne for a king, The Secret Handshake, 2026
(Fonte: https://www.artforum.com/news/trump-mocking-toilet-sculpture-pops-up-on-national-mall-1234746549/ consultado em 18/05/26)

O conjunto de intervenções artísticas revela que o coletivo TSH mobiliza estratégias eficazes para sacrificar a imagem pública da maior figura de autoridade política do país. Gostaria de abordar algumas delas.

O local selecionado para ser o palco das ações, o National Mall, na capital estadunidense, é um bom ponto de partida. Ele constitui, do ponto de vista simbólico, o altar do poder dos Estados Unidos, já que concentra, em uma região relativamente pequena, a paisagem de edificações globalmente reconhecidas como locus da política e símbolos da nação. Por este motivo, os gestos de desfiguração[11] das imagens do presidente, nesse palco, ganham um poder corrosivo extra. Habituado a atrair os holofotes do mundo, o National Mall se torna assim um elemento propulsor de visibilidade, gerando enorme interesse, engajamento e replicação das intervenções artísticas, e consequentemente das críticas que elas realizam.

Soma-se a isso o caráter ao mesmo tempo planejado e surpreendente das ações. O grupo explora o efeito surpresa das situações não anunciadas. As estátuas aparecem da noite para o dia e assim também, depois de pouco tempo, desaparecem. Uma exceção foi o caso de “Best Friends Forever”, retirado pela Polícia de Parques menos de 24 horas depois da sua instalação, sob a justificativa de que as características físicas da obra não correspondiam ao que constava na solicitação de autorização.[12] Mas essa surpresa não invalida o fato de que TSH age dentro da lei, agenciando a burocracia estatal, atuando com autorizações para uso do espaço público.

Desse modo, sua retirada antes do prazo permitido se tornou parte da performance artística, deflagrando a oposição entre o governo Trump e a liberdade de expressão, um dos princípios democráticos supostamente mais caros à nação. Além da reinstalação da escultura no mesmo local, rebatizada incorporando o gesto autoritário da sua retirada, mais uma camada crítica emerge da própria imagem da cabeça de Trump danificada. O que poderia ser mais iconoclasta do que a sugestão de deposição embutida na imagem da cabeça do poder cortada?

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Best Friends Forever danificada após ser removida pela Polícia de Parques de Washington D. C.
(Fonte: https://www.livenowfox.com/news/trump-epstein-statue-removed-dc Consultado em 18/05/26)

A linguagem estética das intervenções também têm muito o que dizer. Embora pretendam parecer bronze, ouro, mármore, as peças são feitas de madeira, resina, espuma e revestimentos que simulam uma falsa imagem de valor. A dissimulação do valor dos materiais, muito abaixo do que pretendem parecer, denuncia o equivalente baixo valor das personagens representadas nas esculturas. A aura de pastiche contamina os donos do poder.

O estilo varia entre um realismo próprio da estatuamania, em versões mais ou menos bem executadas,[13] e aproximações com a “toy art”, com o universo pop, com referências do cinema, e da estética das redes sociais. A linguagem preferencial é o humor, através da sátira política, amplamente utilizada ao longo da história, mas com uma espécie de verniz digital da trollagem.

Essas características geram compreensão e adesão imediatas, assim como interação com passantes presenciais e observadores virtuais. A linguagem estética é intimamente imbricada à estratégia de comunicação. Todas as obras têm o objetivo de gerar imagens replicadas nas redes sociais, assim como na mídia tradicional. Com frequência, os monumentos fazem referência aos anteriores, criando uma rede de obras que se conectam e se retroalimentam, assim como são enredadas aos assuntos que estão fervendo no momento.

Este é o caso evidente do monumento-cartão-de-presente de aniversário de Trump para Epstein, revelado em setembro de 2025, instalado aproveitando o aniversário, em janeiro, do condenado, assim como a privada dourada, instalada no auge do debate sobre a reforma faraônica de parte da estrutura da Casa Branca. O grupo sabe incorporar nas obras as controvérsias que suas intervenções geram. Um bom exemplo foi a retirada de “Best Friends Forever”. Pouco tempo depois da censura, eles lançaram uma versão digital gratuita em 3D da estátua que qualquer um pode baixar e imprimir.[14]

O anonimato produz alguns efeitos importantes. Quando uma arte é clandestina, ela é capaz de concentrar a maior parte da energia e do interesse em si mesma, sem disputar atenção com a persona da/do artista. Além disso, nesse tipo de caso, dificulta a possibilidade de perseguições aos idealizadores e permite que a arte continue sendo produzida. Por outro lado, grupos de interesse ou inimigos políticos podem financiar ou mesmo idealizar tais ações de artivismo, refugiando-se no anonimato. Nenhuma opção está descartada, e todas concorrem para tornar a autoria por trás de TSH mais e mais instigante.

Há ainda um elemento inflamado no caso de TSH relacionado ao segredo. Mais uma vez, recorro a Taussig. Ele afirma que uma outra dimensão da vida social atravessada por poder sagrado é o segredo público. Ele diz respeito àquele tipo de saber que todo mundo sabe que é perigoso, como quando conhecemos as redes invisíveis de ilegalidade no nosso cotidiano, mas calamos porque uma denúncia coloca nossa vida ou dos nossos em risco.

Ao vir à tona, esse segredo desperta uma grande comoção pública, possivelmente canalizando uma energia de revolta. Quando o grupo se proclama “O aperto de mão secreto”, está explicitando esse segredo público, ou seja, o acordo inconfessável e perigoso entre os poderosos que mantém como estão as hierarquias de dominação, abuso e lucro acima de tudo.

O trabalho de TSH tensiona o coração da monumentalidade: a efemeridade substitui a permanência, o presente substitui o passado, a profanação substitui a sacralização. A intervenção crítica é carregada de uma nova visão para os monumentos: não se trata apenas de (re)escrever o passado, mas de disputar o presente, produzindo efeitos que tenham potencial para impactar os rumos do agora se desdobrando em futuro.

Com quantas estátuas instagramáveis se desvia o presente abrindo outros futuros? Talvez a arte pública tenha fôlego para continuar nos mostrando caminhos.


[1] Fenômeno que nos acomete em momentos-chave da história, como no fim da União Soviética materializada na queda de uma série de líderes de bronze em capitais de países do velho mundo comunista, por exemplo (GAMBONI, 1997).

[2] Uma frase ainda mais emblemática da aprovação do aspirante a ditador brasileiro seria o “I Love you” que teria dito ao presidente estadunidense quando se cruzaram nos corredores da Assembleia Geral da ONU, em 2019. Fonte:

https://blogs.oglobo.globo.com/lauro-jardim/post/bolsonaro-para-trump-i-love-you.html  consultado em 5/05/26

[3] https://www.artnews.com/art-news/news/mystery-artists-return-with-trump-dance-sculpture-12347463 67/  consultado em 5/05/26

[4] Os passos de dança “infames”, segundo a matéria supracitada do portal Artnews, são assim descritos: “braços rígidos, quadris indecisos, um balanço lento e sinuoso”.

[5] No original, “voice over”.

[6] https://www.latimes.com/entertainment-arts/story/2025-10-02/trump-epstein-statue-back-up-national-mall consultado em 6/05/26

[7] Em novembro de 2025, foi reinstalada provisoriamente em uma cafeteria de Washington. fonte: https://en.wikipedia.org/wiki/Best_Friends_Forever_(sculpture) consultado em 6/05/26.

[8] Fonte: https://edition.cnn.com/2026/01/19/politics/trump-epstein-birthday-message-national-mall consultado em 6/05/26.

[9] Fonte: https://en.wikipedia.org/wiki/A_Throne_Fit_for_a_King  Consultado em 6/05/26.

[10] O banheiro em estilo art déco foi considerado inapropriado por Trump e renovado com mármore preto e branco, no que foi descrito como “estilo Mar a Lago”. https://www.thedailybeast.com/mysterious-statue-in-dc-mocks-donald-trumps-white-house-makeover/  consultado em 7/05/26

[11] Destaque-se que na reflexão de Taussig (1999) sobre a força sagrada que irrompe a partir da crise da integridade de objetos sociais estimados coletivamente, a crise principal seria a “desfiguração”, ou seja, a ruptura da unidade da imagem de face, da aparência central, do que desempenha o papel de “face” da imagem ou materialidade.

[12] Fonte: https://www.latimes.com/entertainment-arts/story/2025-10-02/trump-epstein-statue-back-up-national-mall  Consutado em 6/05/26.

[13] Que sugerem uma maior ou menor artesania, no sentido do estilo “Faça você mesmo”, o que pode atuar como fator de estímulo para outras iniciativas semelhantes.

[14] No link, o grupo declara ter “liberado os arquivos”, em um evidente trocadilho com a demanda pública pela “liberação [integral] dos arquivos” do caso Epstein. Fonte: https://www.thesecrethandshake.com/thefiles  Consultado 6/05/26.

Referências

GAMBONI, Dario. The destruction of art: iconoclasm and vandalism since the French Revolution. London: Reaktion Books, 1997.

RIEGL, Alois. O culto moderno dos monumentos e outros ensaios estéticos. Lisboa: Edições 70, 2016 [1903].

TAUSSIG, Michael. Defacement – Public Secrecy and the Labor of the Negative. Stanford/California: Stanford University Press, 1999.

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