Antropologia e materialidades – https://www.scielo.br/j/ha/i/2025.v31n72/
Organizadores:
Renée de la Torre (Ciesas/Occidente – México)
Rodrigo Toniol (UFRJ – Brasil)
Submissões:
Até 31 de maio de 2026
A atenção da antropologia às materialidades não é recente. Desde etnografias clássicas, como “Os argonautas do Pacífico Ocidental”, de Bronislaw Malinowski, o campo se debruça sobre o tema. Nas últimas décadas, porém, esse interesse foi renovado por abordagens teóricas que lhe deram um novo fôlego, ampliando as possibilidades de análise e os enquadramentos conceituais. A atenção à materialidade ganha importância no contexto atual de tensão provocado pela virtualidade gerada pelas tecnologias digitais e ópticas de laser, que transtornam a vida material da cultura contemporânea. Com isso, um léxico conceitual muito próprio passou a se multiplicar: material, coisa, materialidades, objetos-coisas, virada material, cultura material, etc. Tal fenômeno aponta, por um lado, para o vigor que o tema adquiriu no período mais recente e, por outro, indica divergências conceituais internas a este campo de debates.
Este número de Horizontes Antropológicos tem como interesse principal encarar essa multiplicidade teórica e, ao mesmo tempo, apresentar um quadro de análises empíricas que demonstre a capacidade analítica dessas variações. O que o debate sobre materialidade pode fazer pela antropologia contemporânea? Em que medida, a partir dessa perspectiva, os textos clássicos da disciplina podem ser compreendidos de outras maneiras? Como o interesse renovado nas materialidades – em suas distintas versões e formas teóricas – pode contribuir para novas perspectivas em subáreas há muito estabelecidas, tais como gênero, religião, arte, patrimônio, economia, cultura e política, entre outras?
Antropología y materialidades
Editores:
Renée de la Torre (Ciesas/Occidente – México)
Rodrigo Toniol (UFRJ – Brasil)
Envíos:
Hasta el 31 de mayo de 2026
La atención de la antropología a las materialidades no es reciente. Desde etnografías clásicas, como Los argonautas del Pacífico Occidental, de Bronisław Malinowski, el campo se ha ocupado del tema. En las últimas décadas, sin embargo, este interés fue renovado por enfoques teóricos que le dieron un nuevo impulso, ampliando las posibilidades de análisis y los encuadres conceptuales. La atención en la materialidad cobra importancia en el contexto actual de tensión provocado por la virtualidad generada por las tecnologías digitales y láser que trastocan la vida material de la cultura contemporánea. Con ello, un léxico conceptual muy propio empezó a multiplicarse: material, cosa, materialidades, objetos-cosas, giro material, cultura material, etc. Tal fenómeno apunta, por un lado, al vigor que el tema adquirió en el período más reciente y, por otro, indica divergencias conceptuales internas a este campo de debates.
Este número de Horizontes Antropológicos tiene como interés principal afrontar esa multiplicidad teórica y, al mismo tiempo, presentar un conjunto de análisis empíricos que demuestre la capacidad analítica de esas variaciones. ¿Qué puede aportar el debate sobre la materialidad a la antropología contemporánea? ¿En qué medida, desde esta perspectiva, los textos clásicos de la disciplina pueden comprenderse de otros modos? ¿Cómo puede el interés renovado por las materialidades, en sus distintas versiones y formulaciones teóricas, contribuir a nuevas perspectivas en subáreas largamente consolidadas, tales como género, religión, arte, patrimonio, economía, cultura, política y otras?
Anthropology and Materialities
Editors:
Renée de la Torre (Ciesas/Occidente – México)
Rodrigo Toniol (UFRJ – Brasil)
Submissions:
Until May 31st, 2026
Anthropology’s attention to materialities is not new. Since classic ethnographies such as Argonauts of the Western Pacific, by Bronislaw Malinowski, the field has grappled with the topic. In recent decades, however, this interest has been renewed by theoretical approaches that have given it new momentum, expanding analytical possibilities and conceptual framings.
Attention to materiality has gained particular relevance in the current moment of tension produced by the virtuality generated by digital technologies and laser optics, which disrupt the material life of contemporary culture. As a result, a distinctive conceptual lexicon has proliferated: material, thing, materialities, objects and things, the material turn, material culture, and so on. This phenomenon points, on the one hand, to the vitality the theme has acquired in recent years and, on the other, to conceptual divergences internal to this field of debate.
This special issue of Horizontes Antropológicos is primarily interested in engaging this theoretical multiplicity while also presenting a set of empirical analyses that demonstrate the analytical strength of these variations. What can debates on materiality do for contemporary anthropology? To what extent can the discipline’s classic texts be understood in new ways from this perspective? And how can a renewed interest in materialities, across its different versions and theoretical forms, contribute to fresh perspectives in long-established subfields such as gender, religion, art, heritage, economy, culture, politics, and others?