Nesta apresentação analisamos como o “bioma” se torna uma categoria central no ambientalismo católico contemporâneo, com foco no Sínodo para a Amazônia, em iniciativas da Igreja Católica no Brasil e na incorporação de terminologia científica no discurso e na prática católica. Examinamos a escalabilidade do bioma, seus contornos móveis e sua função na articulação entre vida, ecologia e “casa comum”. Exploramos também seu uso como objeto politicamente carregado que conecta territorialidade, soberania e teologia. A partir de pesquisa de campo no Brasil, mostramos como o ambientalismo católico opera por meio de formas específicas de fabricação de mundos em que os biomas funcionam como mundos dentro de mundos, permitindo à Igreja Católica atuar em múltiplas escalas sem renunciar a suas pretensões universais.
Dia 27 de novembro, às 9h30h. Sala 9, predio da biblioteca, Museu Nacional/UFRJ